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Boletim mostra queda de subsídios no âmbito do PSI e nos empréstimos ao BNDES nos primeiros quatro meses do ano

Devoluções de empréstimos pelo BNDES e fim de novas operações no âmbito do PSI explicam queda dos subsídios 

 

Os subsídios financeiros e creditícios realizados até o segundo bimestre de 2019 recuaram na comparação com os de igual período do ano passado, de acordo com o Boletim de Subsídios do Tesouro Nacional no âmbito do PSI e nos empréstimos ao BNDES, divulgado nesta terça-feira (28/05) pelo Tesouro Nacional. 

 

Os subsídios de natureza financeira caíram de R$ 6 milhões até o segundo bimestre de 2018 para R$ 4 milhões até o segundo bimestre de 2019. Essa é uma tendência natural, porque esses subsídios decorrem de equalização de taxas de juros no âmbito do PSI, em que não há mais contratação de novas operações desde 2015. 

 

Os subsídios creditícios, por sua vez, passaram de R$ 2,3 bilhões nos primeiros quatro meses de 2018 para R$ 673 milhões em igual intervalo deste ano. Essa queda resulta das liquidações antecipadas dos empréstimos por parte do BNDES ocorridas em 2018 (R$ 130 bilhões) e da alteração da remuneração de contratos em outubro de 2018, com vigência retroativa a partir de 1º de janeiro em 2018, nos termos autorizados pela Lei da TLP. 

 

O Boletim também faz uma projeção dos subsídios, que vão até 2041, trazendo-os a valor presente. Nesse cálculo, os subsídios financeiros projetados alcançam R$ 7,2 bilhões e os subsídios creditícios, R$ 32,2 bilhões, em posição de 31/12/2018.