Aumentar fonte:

Número de investidores no Tesouro Direto cresce 50,9% em 12 meses até outubro

Estoque do programa atinge R$ 47,8 bi; percentual acima de 5 anos é recorde

Em outubro, foram realizadas 189.715 operações de investimento no Tesouro Direto, no valor total de R$ 1,333 bilhão. Os resgates totalizaram R$ 1,522 bilhão, sendo R$ 1.520,9 milhões relativos às recompras e R$ 0,7 milhão, aos vencimentos. As recompras referentes a títulos indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 825,2 milhões (54,3%); R$ 418,6 milhões (27,5%) foram relacionadas ao título indexado à Taxa Selic (Tesouro Selic) e R$ 277,0 milhões (18,2%) a prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais). Apesar do resgate líquido de R$ 188,8 milhões, o estoque do Tesouro Direto bateu novo recorde e fechou o mês de outubro em R$ 47,8 bilhões, com aumento de 0,5% em relação ao mês anterior (R$ 47,6 bilhões) e aumento de 25,5% sobre outubro de 2016 (R$ 38,1 bilhões).

O acréscimo no número de investidores que efetivamente possuem aplicações foi de 9.844. Com isso, o número de investidores ativos atingiu 551.695, o maior patamar desde o início do Programa. O crescimento em relação a outubro do ano anterior foi de 50,9%.  Já o acréscimo mensal de investidores cadastrados foi de 60.426, totalizando recorde de 1.722.875 participantes inscritos, o que representa aumento de 68,2% nos últimos 12 meses. Houve recorde histórico do percentual de mulheres cadastradas (27,1%).

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 56,3% dos investimentos realizados. Este foi segundo maior valor da série histórica, superado apenas pelo recorde registrado em agosto de 2017 (57,1%). Os investimentos de até R$ 5 mil corresponderam a 80,6% das vendas ocorridas no mês. O valor médio das operações no período foi de R$ 7.025,1. Esses resultados evidenciam a continuidade do processo de democratização do Programa, cada vez mais acessível a pequenos investidores.

O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 52,9%. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 30,4% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 16,7%.

Em relação ao prazo, 19,6% dos investimentos foram feitos em títulos com vencimentos acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 77,4% e as com prazo entre 1 e 5 anos, 3,0% do total.

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume do estoque, alcançando R$ 29,0 bilhões (60,6% do total). Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 22,8%, e os títulos prefixados, com 16,6%.

A maior parte do estoque, 42,5%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. A parcela com vencimento em até 1 ano (4,2%) é a menor desde dezembro de 2015. Em contrapartida, o volume do estoque acima de 5 anos (53,3%) é o maior da série histórica, sendo que os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 35,4% e os com vencimento acima de 10 anos, a 17,9% do total.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível em https://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/balanco-e-estatisticas.